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1926 – A História da Ponte Emílio Baumgart (dos arcos)

1900 - Antiga balsa que operava sem auxílio de cabos de aço entre os portos do Carijós, Benedito e Indaial.

Por volta de 1909, com o crescimento da região devido à inauguração da ferrovia Blumenau – Hansa (Ibirama), fez-se necessária a construção de uma ponte para o cruzamento do rio Itajaí-açú, visto que a população de Benedito, Timbó, Rodeio e Encruzilhada (Rio dos Cedros) precisava de um acesso melhor à estrada de ferro. A morosidade da balsa e as despesas para sua manutenção já não comportavam o ritmo de desenvolvimento da região.

Trabalho de construção dos pilares já adiantado

Na reunião da Câmara Municipal de Blumenau, em 10/02/1924, foi autorizada a abertura de concorrência para construção da ponte no então distrito de Indaial. Vencida a concorrência pela firma Emílio Odebrecht e Cia., de Pernambuco, foi assinado o contrato em 19/02/1924 para construção de uma ponte de concreto armado com 175 metros de comprimento e 6 metros de largura, pelo preço de 440:000$000 (quatrocentos e quarenta contos de Réis).

O primeiro arco está pronto para receber o concreto

Início dos trabalhos de concretagem, porém após a enchente de 13 de maio daquele ano o projeto inicial de construir os arcos por baixo foi abandonado. Toda a armação de madeira para concretagem foi carregada pelo rio. Conta-se que muitos moradores tentaram recuperar a madeira, de excelente qualidade, que foi levada rio abaixo.

Em primeiro plano aparece a misturadora de cimento, água e areia.

O novo projeto de arcos por cima foi substituído pelo antigo e proporcionava uma maior segurança.

O custo de 440 contos de Réis foi rateado, cabendo 240 para o estado e 200 para o município. Com a construção das cabeceiras e outras despesas imprevistas o valor chegou a 500 contos, porém o Estado negou-se a arcar com estas despesas que ficaram a cargo da população. Criou-se um imposto para obtenção de 152 contos, contribuindo os então distritos de Indaial, Timbó e Encruzilhada (Rio dos Cedros). Cada morador destes distritos contribuiu com 2$900 e cada morador dos outros sete distritos de Blumenau contribuiu com 1$345.

Aspectos da construção

A primeira pedra da obra foi colocada em 13 de fevereiro de 1925.
A mistura de cimento foi na proporção de 1:5,5.
Como mão de obra foram empregados 15 técnicos e 30 operários.

Operação de Mergulho

 

Equipamento de escafandro

O escafandrista pronto para mergulhar - Bom dia Meine Herr

O escafandrista, foi o Sr. José Caetano dos Reis, casado com Clara Moser, irmã de Luiz e Augusto Moser.  Há relatos de que o Sr. José, português, foi trazido de Portugal justamente para efetuar este trabalho por conhecer a técnica do mergulho para estes fins.

Operação de Mergulho

Material que foi empregado:
- 3000 barricas de cimento com 180 quilos cada, importadas da Inglaterra;
- 1000 metros cúbicos de pedras de granito;
- 700 metros cúbicos de cascalho;
- 750 metros cúbicos de areia;
- 140 toneladas de ferro;
- 40 metros cúbicos de madeira para os estaleiros.

Como "teste de carga" foram utilizados sacos de areia

O nome da ponte “Emílio Baumgart” é uma homenagem ao Engenheiro Civil blumenauense. Nascido em 1890, Emílio formou-se no Brasil e desenvolveu estudos para cálculo de concretagem até então inédito no mundo. Especializou-se nos EUA onde tornou-se pioneiro da aplicação de cálculo de concreto armado utilizado nas estruturas de edificações. É importante destacar que seu nome na História da Arquitetura Brasileira encontra-se entre os maiores como Oscar Niemeyer e Alfonso Eduardo Reidy.

A construção da ponte “Emílio Baumgart” foi um acontecimento histórico, pois é a primeira ponte de cimento armado deste porte no Brasil.

A inauguração foi um grande evento prestigiado por toda a população

Num domingo festivo, 10 de outubro de 1926, aconteceu a inauguração desta magnífica obra de engenharia, que foi muito prestigiada pelos moradores de todas as localidades da região.

 

Cortando a fita inaugural: 1-Amadeu H. da Luz, 2-Curt Hering e 3-Adolfo Konder

Conta-se que naquela data alguns moradores andaram sobre os arcos, chegando inclusive a apostar alguns “chopps” para quem cumprisse tal façanha. Vale ressaltar que nos dias de hoje isso ainda acontece de vez em quando, sempre às escondidas, longe dos olhos das autoridades policiais…

Curiosamente também existe uma ponte “irmã”, construída sobre o Rio das Antas, no Vale do Rio das Antas, próximo a Bento Gonçalves, com extensão de 300 metros.

Curiosidade: Na inauguração o Sr. Otto Stange (1) armou uma barracacom jogo de argolas. O primeiro prêmio foi uma armação de cama exposta acima da barraca.

Desde sua construção até os dias de hoje, a Ponte Emílio Baumgart já passou por duas reformas. Na primeira foram consertados diversos buracos e defeitos na pista de rolamento. Na segunda, em outubro de 1988, a ponte foi novamente reformada, os arcos e a ponte foram completamente revestidos e reforçados. Também foram construídas as passarelas para os pedestres, antigo sonho dos moradores.

Uma das grandes "sensações" da inauguração foi a demonstração do mergulhador. Conta-se que algumas crianças tinham muito medo do "monstro".

Nos dias de hoje, quando passamos apressados sobre a Ponte dos Arcos, assim chamada carinhosamente pelos indaialenses, não devemos nos
esquecer daquilo que ela representou na década de 20, quando foi construída. Vale a pena contemplar a beleza de seus arcos e a sua imponência sobre o rio Itajaí-açú. É, sem dúvida, um símbolo da prosperidade de Indaial.

Pesquisa: Fernando Pasold
Revisão de Textos – Alfredo Nagel

Agradecimentos:

Sr. Erich Stange (in Memoriam) / Sr. Heinz Beyer / Allan Stark
Arquivo Histórico “Teobaldo Costa Jamundá” – Fundação Indaialense de Cultura
Arquivo Histórico “José Ferreira da Silva” – Fundação Cultural de Blumenau

 

 

 

Cartazes Históricos da FIMI

Antes da década de 70, eram relativamente raros os estudantes universitários indaialenses. As dificuldades para a obtenção de ensino superior eram motivadas pelas poucas universidades existentes, pelas distâncias até elas (Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre), e pelos custos financeiros nem sempre suportáveis por toda a população.

Com a criação da Fundação Educacional da Região de Blumenau (futura FURB), no ano de 1967, os estudantes obtiveram melhores e mais fáceis condições de acesso ao ensino universitário.

Cena da Gincana - 1974

E logo se juntaram aos outros, formando um grupo decidido a criar uma associação que os mantivesse unidos, informados, e com ideais característicos de jovens imbuídos de bem representar a comunidade a que pertenciam.

Em 1971, treze destes universitários reuniram-se na Sociedade Recreativa Indaial, e em sessão histórica criaram o Clube do Estudante Universitário de Indaial, chamado CLESUNIN.

Na oportunidade, foi lembrado o fato de que a cidade de Indaial não festejava adequadamente o dia do seu aniversário. Ou seja, o aniversário da sua instalação política e administrativa, em 21 de março de 1934, não era do conhecimento da população em geral.Cena da Gincana – 1976
Decidiu-se, então, procurar os órgãos representativos do município, especialmente a Prefeitura Municipal, para solicitar apoio a essa iniciativa. Seguiu-se uma autêntica revolução nos costumes indaialenses, que passaram a festejar com amor, honra e alegria cada aniversário da sua querida cidade.

Cena da Gincana - 1976

O CLESUNIN, tinha, como finalidades, estimular e promover atividades culturais, sociais e esportivas; colaborar com outros clubes de serviço e assistenciais da cidade e auxiliar em causas do bem comum.

Antes mesmo de sua regulamentação no Diário Oficial, o CLESUNIN promoveu a 1ª Festa de Instalação do Município de Indaial, em 20 e 21 de março de 1971.

A Restauração

Tendo em vista a preservação destes cartazes de importância histórica, o Portal de Indaial procedeu a restauração dos exemplares únicos, que fazem parte de seu acervo. Nota-se que nos anos de 1987, 1989 a 1991 e 1998 a 2000, não foram confeccionados cartazes, apesar das festividades terem ocorrido.

Na restauração, utilizaram-se muitas horas de trabalho por causa dos detalhes. Foram preservados equívocos de gramática e patrocinadores originais. Os originais apresentam 31×48 cm.

Os cartazes da FIMI, que integram o acervo do Portal de Indaial, contam por si só a trajetória da idéia inicial daquele grupo de estudantes universitários indaialenses. Agora, restaurados e expostos à visitação na internet, reavivam naqueles jovens, hoje maduros e influentes cidadãos de nossa comunidade, um sentimento de missão cumprida. Cabe aos jovens de hoje preservarem esse patrimônio indaialense: a nossa FIMI.

 

 

 

Histórico da Sociedade dos Atiradores Warnow

Num vilarejo chamado Indayal, praticamente esquecido pelo Império Brasileiro, no dia 13 de julho do ano de 1873, os imigrantes alemães residentes na  localidade de Warnow, Colônia de Blumenau, com o intuito de diversão, organização de milícia, passatempo e confraternização  fundam a Schützengesellschaft Warnow (Sociedade de Atiradores Warnow). A entidade oficializou sua constituição apenas em 20 de dezembro de 1879, com o registro de seu estatuto perante a Presidência da Província de Santa Catarina.”

Como confirmam o quadros expostos no salão de baile da sociedade, já no ano de 1874, eram realizados os primeiros festejos oficiais da entidade, denominados “Tiro ao Rei”, sendo primeiro Rei o sr. C. Seifert. Nessa época, a utilização de armas era não só um divertimento, mas também uma necessidade, tanto para defesa contra os índios, verdadeiros donos desta terra, cada vez mais acuados(encurralados) ao interior pelo progresso “civilizatório”, quanto para as caçadas do dia-a-dia. Sem contar as constantes turbulências que o Império passava, principalmente com a Guerra do Paraguai (1864/1870).

Documento de Registro do Estatuto da Sociedade de Atiradores Warnow junto à Presidência da Província de Santa Catarina, de 20 de dezembro de 1879.

A organização dos colonos, militarmente, remonta o início da Idade Média. O sistema era simples, herdado dos bárbaros conquistadores do Império Romano. À exceção dos guerreiro treinados para manter a ordem nos feudos e lutar automaticamente em caso de ameaça, cada pessoa adulta também deveria pegar em armas para atender ao chamado de seu senhor na defesa das terras. Nessa época, os feudos europeus sofriam constantes invasões vikings, magiares e árabes (nos séculos VII a IX). Como esses povos eram adeptos da pilhagem, surgindo e desaparecendo de surpresa, os colonos deviam ter um mínimo treinamento em organização militar para poder ter condições de repelir e enfrentar os saqueadores, e assim tinha-se uma milícia.

Desta forma percebe-se nitidamente esta prática já no art. 2º do estatuto da Sociedade de Atiradores Warnow, que diz o seguinte:

“Art. 2º  Esta sociedade tem por fim:
§ 1º. Exercícios de atirar ao alvo.
§ 2º. Educar o povo em bom costumes e moralidades.
§ 3º. Enobrecer os divertimentos.
§ 4º. Dar festejos combinados com os exercícios ordinários.
§ 5º. Festejar os aniversários de sua instalação, com toda a solenidade e formalidade do festejo denominado O ATIRAR DO REI.”

Outro fator que faz crer no fim de organização militar da sociedade é a existência do CAPITÃO, como membro da diretoria, composta pelo presidente, secretário, caixeiro (tesoureiro)  e capitão. Competia ao Capitão, nos termos do Art. 9º:

“Instruir os consocios nos exercícios de armas e evoluções necessárias para habitá-los a marchar em forma militar para o lugar da festividade, bem como comandar os sócios em ordem de marcha até o local do festejo.”

Esse enfoque remete também a cultura prussiana, marcada indelevelmente pelo alto grau de militarismo.

Com o passar dos anos e a chegada do século XX, a organização militar das sociedades passa a ser apenas uma tradição, preservando as lembranças dos tempos difíceis.

Percebe-se ainda, analisando melhor o artigo segundo, a total despreocupação do Governo Imperial pela educação da população em geral, o que era explícito na época. A política era manter o povo na ignorância para mais facilmente manipulá-lo. O que amenizou um pouco essa situação em nossa região foi o modelo trazido pelos alemães, onde as escolas já eram obrigatórias desde 1850. Com a inércia do governo, os colonos organizaram escolas comunitárias onde os pais se juntavam para pagar as despesas (construção, reformas e pagamento de professores) e iniciar seus filhos nas primeiras letras. Muitas vezes as construções e reformas eram feitas pelos próprios colonos em forma de mutirão. Esse sistema ficou conhecido como “teuto-brasileiro”. Era inadmissível para os colonos que suas crianças ficassem fora da escola.

Passado esse período inicial, as escolas começaram a ser organizadas pelas ordens religiosas, já que na maioria das vezes eram os padres e freiras ou pastores luteranos os contratados pelos colonos para lecionar, ante a constante falta de professores formados.

O Estatuto da Sociedade de Atiradores Warnow escrito inicialmente em alemão e posteriormente transcrito para o português, no seu Art. 1º.  estatui:

Fica constituída na Colônia Blumenau, uma Sociedade de Atiradores sob a denominação de “Warnow”. Na língua materna dos fundadores era assim denominada, “Schützengesellschaft – Warnow”.

O estatuto da entidade foi devidamente registrado, conforme determinava a Lei Geral do Império n.º 1.083, de 22 de agosto de 1860, perante o Presidente da Província de Santa Catarina, o então Bacharel Antonio d’ Almeida Oliveira. O Presidente a época do registro do estatuto era Leopoldo Hoeschl.

Warnow era passagem obrigatória dos tropeiros que se deslocavam do Litoral para os campos de Lages, por onde escoava boa parte da produção de charque dos estancieiros gaúchos para ser distribuído pelo país.

Até a efetiva fixação da sede, na hoje rua D. Pedro II, a Sociedade estabeleceu-se em outros dois lugares, mas sempre nas redondezas e nunca distando mais de 1.600 metros de onde fica a atual construção. Contam que as primeiras construções eram rústicas e cobertas de palha trançada, sempre em terreno alugado ou emprestado. Em terreno próprio só a partir da construção da terceira e atual sede.

Na época, as pessoas também reuniam-se na sociedade para divertir-se, conversar sobre os assuntos cotidianos e descontrair-se. Era um ponto de encontro, de interação.

A Sociedade tinha ainda três sócios Ilustres, o Diretor da Colônia Dr. H. Blumenau, o presidente da Província de Santa Catarina,  e Dom Pedro II, que apesar dos inúmeros boatos, infelizmente nunca assinaram os estatutos de fundação. Era costume na época colocar o Imperador e outras autoridades como sócios da entidade, para dar mais prestígio a mesma.

Durante a Campanha de Nacionalização do Governo Vargas, todas as associações de atiradores e caça e tiro, foram fechadas e proibidas de atuar sob qualquer circunstância, tendo suas armas e documentos apreendidos. Reaberta em 1948, a Sociedade de Atiradores Warnow, teve seu estatuto e nome alterados. Passou a chamar-se Sociedade Recreativa Warnow. Os documentos e armas foram devolvidos, graças ao auxílio do então Deputado Estadual Wigand Persuhn (1º Deputado Estadual de Indaial, eleito em 19.01.1947, pelo PSD – Partido Social Democrático – com 2.142 votos).

A primeira Festa de Tiro ao Pássaro aconteceu no dia 18 de janeiro de 1953, consagrando-se Rei o sr. Arno Ebert. Um detalhe interessante é que as mulheres não participavam dos festejos e eventos, apenas os homens. Essa realidade muda com a evolução dos tempos, registrando-se a presença feminina (como atiradoras) já na festa de Rei do ano de 1987. Passa-se a  anotar nos registros oficiais da Sociedade, não só “Rei do Tiro”, mas também “Rainha” (sendo primeira rainha a sra. Elfrida Stahnke).

Esta justa adequação nos anuncia o prelúdio de uma forte mudança social, a qual efetiva participação feminina nas questões sociais e de trabalho. Tal transformação materializa-se com a Constituição de 1988, que afirma:  “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

No ano de 1991 foram iniciadas as atividades de Rei dos Reis e Rainha das Rainhas, que são competições onde participam apenas os sócios que já foram Rei. O primeiro a tornar-se Rei dos Reis foi Luiz Polidoro e a primeira Rainha das Rainhas foi Rosane B. Büchner.

Dezembro de 2006

Anderson Luz dos Santos – Batata
Bel. em Direito e Acadêmico de História.

Revisão e Colaboração do Professor Msc. Aquiles Duarte de Souza

Quem foi Emílio Baumgart?

Emílio Baumgart foi um autêntico teuto-brasileiro, nascido em Blumenau no ano de 1880, filho do alemão Gustav Baumgart e a sua mãe Mathilde, que foi filha de Emílio Odebrecht, o primeiro desta família no Brasil. Daí porque o prefeito de Blumenau, Curt Hering, batizou com o nome de Emílio Baumgart a ponte, no então distrito de Indaial. (1) Seus projetos estruturais abriram novas perspectivas para a utilização do concreto armado, tendo sido autor do cálculo estrutural de obras pioneiras da engenharia brasileira.

Dois de seus projetos tiveram significado mundial: o edifício A Noite, na praça Mauá RJ, que com seus 24 andares se tornou na época o mais alto do mundo em estruturas de concreto armado; e a ponte sobre o rio do Peixe, entre Erval e Cruzeiro, hoje denominada Emílio Baumgart (como a indaialense), com o maior vão livre conhecido na época (68m).

 

Foi executada por um método revolucionário devido a sua altura excessiva e às repetidas cheias, a concretagem foi feita da margem para o centro em balanços progressivos, sem auxílio de andaimes e escoramentos, fato inédito na história do concreto armado. Sua obra de calculista inclui ainda o Hotel Glória, o Copacabana Palace, o Teatro João Caetano e o primeiro hangar construído no Rio de Janeiro, no Campo dos Afonsos. (2)

Emílio Baumgart também executou os cálculos estruturais do então Ministério da Educação, prédio na cidade do Rio de Janeiro que, até 1961, foi a sede deste ministério. Hoje tem o nome oficial de Palácio Gustavo Capanema, marco arquitetônico da cidade, começou a ser construído em 1938 a pedido do Ministro Gustavo Capanema para se tornar a nova sede do Ministério da Educação e Saúde. O edifício representa um dos mais importantes projetos da década de 1930. (3)

O tempo áureo da construção de vias de comunicação em Blumenau foram os governos de Paulo Zimmermann e Curt Hering. Em Rio do Sul foi construída a grande ponte de cimento “Curt Hering”. Em 10 de outubro de 1926, foi inaugurado pelo Dr. Vítor Konder, presidente do Conselho Municipal de Blumenau, que representava no ato o Governador do Estado, a ponte de Indaial sobre o rio Itajaí-açú. É construída em cimento armado sobre 4 pilares, com 5 arcos, a 6,90m. acima do nível normal do rio, com comprimento de 175 m. e a largura de 6 m. Esta ponte também leva seu nome. (4)

A equipe do Portal de Indaial, ciente de que deve prestar as informações com a responsabilidade que bem cabe a um veículo de comunicação moderno e ágil como a internet, vem através da presente pesquisa, confirmar através de fotografias e documentos o nome de Emílio Baumgart ( e não Baumgarten ).

Doravante, a comunidade indaialense deverá comprometer-se a divulgar corretamente o nome da Ponte dos Arcos. Pois faz parte da cultura de um povo, a preservação das suas instituições e da sua memória, tanto quanto escrevê-la e retransmití-la às futuras gerações empregando os nomes de modo certo e verdadeiro.

 

Além de todos os documentos pesquisados encontra-se também na cidade de Blumenau, na praça da Fonte Luminosa uma homenagem em forma de busto e placa.

Fontes de Pesquisa

1 – Jornal de Santa Catarina, 27 de abril de 2001 (página 3 A) (primeira Foto, acervo de Tecejota)
2 – Grande Enciclopédia Larusse Cultural (página 688)
3 – Enciclopédia Microsoft Encarta 99
4 – O Centenário de Blumenau (página 250)