Livros históricos

Indaial – Da Colonização a Emancipação

Final da década de 1840, margem esquerda do Rio Benedito, as primeiras pessoas iniciam a derrubada da mata virgem e dão início a uma modesta plantação, ocupando terras pertencentes aos índios. A região ficou conhecida como povoado de Carijós, que juntamente com os lugares de Encano e Indayal, foram as primeiras a receber os imigrantes alemães a partir de 1859. A religiosidade do povo foi muito importante para o seu desenvolvimento e superação das adversidades. A educação e o lazer eram uma constante. A implantação do comércio e das indústrias chegaram juntamente com o progresso.

Difícil se pensar o lugar onde se ergue hoje a cidade de Indaial há duzentos anos passados. Selva, animais selvagens, índios, os rios límpidos cortando a região.

Difícil igualmente se imaginar todas as lutas, os dilemas, os problemas enfrentados pelos colonizadores para estabelecer as bases de um novo povoado num lugar inóspito e em condições adversas na década de 1840.

A elaboração da monografia para obtenção da titulação de especialista de Anderson Luz dos Santos, o Batata, meu orientando e aluno proporciona essa maravilhosa viagem no tempo. Este livro traz uma perspectiva do surgimento dessa cidade que é o orgulho de seus habitantes. A natureza vai aos poucos cedendo espaço para as transformações empreendidas pelo homem, mas a trajetória até: a ponte dos Arcos, o Hospital no alto do morro, a Casa da Cultura, as igrejas católica e luterana, os clubes de Caça e Tiro, as residências, as empresas, a UNIASSELVI; foi um longo percurso, repleto de percalços. Maravilhoso ver esse desenrolar de fatos, tempo, espaço e personalidades passar pelos olhos e ser assimilados pela memória e pelo coração.

É tudo isso que a obra de pesquisa elaborada pelo Batata oferece. Simplesmente fascinante.
Devo dizer que me sinto privilegiado e grato pelo convite de escrever a apresentação desse livro. Batata é personalidade conhecida na UNIASSELVI. Foi nosso acadêmico no Curso de História, Presidente da ACD – Associação Cultural e Desportiva dos Acadêmicos da UNIASSELVI e também nosso aluno no Curso de Pós-Graduação em História.

Como historiador, pesquisador e educador, me alegro com esta pesquisa tão rica e  prazeirosa.

Indaial-SC, janeiro de 2008-01-29
Prof. MSc. Aquiles Duarte de Souza
Gerente Estudantil da UNIASSELVI

Indaial, Cidade das Plantas e das Flores

Em seu trabalho, evidentemente fruto de exaustivas pesquisas, Edltraud nos traz todo um retrato do que foi e do que é Indaial, e vem com a vantagem de não ser um trabalho insípido, de interesse apenas para os aficcionados em História: Edltraud conseguiu imprimir nele sua marca de saudável otimismo, seu jeito positivista de ver as coisas, e deu a ele o gosto quase que de um romance.

Creio que não há medida para o valor que ele tem: é um resgate da memória de Indaial, um livro para, daqui a um século, alguém usar como base para continuar o que Edltraud, com certeza, muito duramente compilou. É um livro para cada família indaialense ter em sua casa; é um livro que poderá levar Indaial para além das suas fronteiras. livro para alcançar o Brasil através de turistas e estudiosos. É até difícil de crer que comunidade tão adiantada como Indaial não possuía ainda tal livro: teve que haver sensibilidade de uma escritora como Edltraud Zimmermann Fonseca para trazer à tona os fatos históricos e as marcas de idílica vida indaialense de forma tão bem feita e gostosa e, se justiça
houver, e tenho certeza que justiça há, nunca mais Indaial poderá esquecer-se dessa sua filha por adoção que usou seu tempo, suas emoções e seu suor para que a cidade tivesse sua memória resgatada.

Parabéns Indaial!

Urda Alice Klueger

Indaial, prazer em conhecê-lo

Conhecer o passado de nossa sociedade não é apenas importante, é  necessário. E esse é o grande mérito de Edltraud Zimmermann Fonseca na presente obra, sua contribuição é inestimável.

A partir dos monumentos, prefeitos, ruas, postos de saúde, colégios, de nossa cidade, ela vai puxando o fio de inúmeros personagens indaialenses, e até mesmo de outras paragens, mas que por algum motivo entraram (uns mais, outros menos) também na história do povo das terras de Indaial.

Trata-se de um trabalho de muita pesquisa, que demandou carinho e dedicação extremos por parte da autora, mas o resultado nos faz crer que valeu a pena, não será utilíssimo somente para historiadores, mas também aos estudantes. Permitirá, com absoluta certeza, um convívio quase íntimo com os personagens biografados, revelando, por vezes, seres humanos magníficos, porém já perdidos na memória da maioria. Ela os encontra e os traz para a praça, onde após escolhermos o banco que mais nos agrade, sentamos para conversar com aqueles que ajudaram a construir cada pedaço de nossa cultura material e espiritual, e com isso, nossa visão de mundo. Nesse diálogo com o passado vamos descobrindo quem somos, e talvez esses personagens nos contem também porque somos como somos.

Edltraud segue perguntando: Quando? Onde? Como? Por quê? Para que? … Nós os leitores precisamos estar com os olhos e ouvidos atentos nas respostas que estão ali, às vezes não explicitamente.

Clara que virão os críticos questionando método, forma, conteúdo e sabe-se lá, quantas coisas mais. Mas me antecipando a eles, devo dizer que no Ocidente, “progresso do conhecimento” é sinônimo de acúmulo de registros (livros, testes, discos, fotos, dados de computador) que se constituem, não mais do que uma segunda camada sobre o mundo físico. Na maioria das vezes mais ininteligível do que a primeira camada que tentam explicar.

Com isso também a cultura deixa de ser um bem interior, elemento de formação de sabedoria; deixa de ser patrimônio espiritual, e passa a constituir-se de coisas, coisificando, consequentemente também o homem.

No lugar de homens sábios a cultura de um país passa a ser avaliada pelo número de depósitos de registros materiais (universidades, museus, galerias: coisas não incorporadas ao espírito, mas somadas ao mundo físico). Pior na medida em que a segunda camada vai sobrepondo-se a primeira, vai se processando a artificialização do mundo e do homem.

Assim, a cultura perde sua opacidade explicativa e interpretativa, passando a ser um amontoado de coisas. A cultura deixa de ser atividade interior, espiritual, para ser produção material.

O conhecimento não vale nada se nao for um guia para a alma. Eldtraud conclui este trabalho com toda sua alma, e é com razão, mas sobretudo com o coração, que leremos este livro valiosíssimo.

Por último, embora ainda não tenha dito tudo, devo registrar que é inegável o instrumento de pesquisa que este livro representa, e quem desejar aprofundar-se na bibliografia de personagens de nossas terras e na história de Indaial, terá na presente obra um indispensável ponto de partida. À amiga Edltraud, meus sinceros cumprimentos.

Indaial, 24 de dezembro de 2010.
Werner Neuert.

 

Saudosa Indaial – Uma viagem pelo tempo

A edição do livro ilustrado “Saudosa Indaial”, baseado no conteúdo do site www.indaial.com.br apresenta um trabalho que contém centenas de fotografias históricas do Município de Indaial, desde a colonização, em 1878, até o ano de 1987. As imagens foram coletadas de acervos particulares, reunidas e dispostas cronologicamente, de maneira a relatar aspectos da evolução de Indaial. O trabalho realizado nos deixa certos de que mais uma peça foi colocada na engrenagem do legado histórico de Santa Catarina.

Atualmente existem diversas publicações relativas à história do município, porém, o material fotográfico existente carecia de uma publicação mais completa e aprimorada. O presente livro encaixa-se neste objetivo, de mostrar à população um ensaio histórico-fotográfico sobre Indaial.

Vemos, nesta obra, uma verdadeira demonstração da mudança dos tempos, “evolução tecnológica versus tradicionalismo”. As fotos do livro foram capturadas com máquinas fotográficas com filme, mecânicas (tradicionalmente conhecidas como “kodak”) ou, até mesmo, em placas secas, de flash descartável, sem zoom. Todas as imagens foram devidamente escaneadas e salvas em meio digital para, depois de um fino trato, serem colocadas na rede mundial de computadores. O sucesso do projeto Saudosa Indaial na internet fez com que os autores trilhassem agora o caminho inverso: materializar o trabalho virtual em forma de livro (o bom e velho livro!) e compartilhá-lo com o mundo das letras. Assim, sem sombra de dúvidas, nossos abnegados amigos Fernando, Beno e Alfredo dão uma contribuição honrosa ao legado cultural de nossa querida cidade.

Como aconteceu com o rádio, logo após o surgimento da televisão, quando todos imaginaram o fim das ondas “modulares”, repete-se a história com o presente ensaio: tem-se ele compilado na internet (a nova onda mundial) e volta, neste momento, para o mundo real, nas bibliotecas, escolas, casas e academias. Eis um belíssimo livro. O rádio, com a chegada da televisão, foi reinventado; a internet, com a compilação física de suas informações, reinventa a disseminação da informação.

Cumpre-nos ressaltar que as legendas foram produzidas através da história oral, com entrevistas aos personagens e familiares das pessoas que aparecem nas fotos; método reconhecido oficialmente como fonte de pesquisa histórica. Parabéns a todos que de uma forma ou de outra contribuíram para o sucesso desta obra.

Anderson Luz dos Santos – Batata
Bacharel e pós-graduado em História e Direito.